A NND | AZECO apresenta a exposição Demons in Fragile Bodies, com curadoria de Victor Gorgulho, a partir de 13 de agosto, no Tropigalpão, no Rio de Janeiro. A mostra reúne Andy Vilella e Gerben Mulder, dois artistas de trajetórias e contextos distintos que encontram na pintura um campo de experimentação e investigação.
A exposição aproxima duas pesquisas que têm a pintura como eixo, mas partem de experiências bastante diferentes. Andy Vilella desenvolve uma prática marcada pela experimentação de materiais, pelo gesto e pela relação do próprio corpo com a superfície da tela, articulando procedimentos como acrílica, stencil, bastão oleoso, spray e fogo. Gerben Mulder constrói uma pintura de atmosfera onírica e inquietante, povoada por flores, animais e figuras humanas que transitam entre o reconhecimento e a deformação. Ao reunir os dois artistas, Demons in Fragile Bodies cria um campo de diálogo entre diferentes maneiras de construir a imagem e de tensionar os limites da representação.

O encontro entre os dois artistas se dá a partir de uma aproximação construída para esta exposição, colocando em relação trabalhos que não partem das mesmas referências nem utilizam os mesmos procedimentos. O próprio título sugere uma convivência entre forças aparentemente opostas — aquilo que inquieta e aquilo que é vulnerável —, aspecto que encontra diferentes ressonâncias nas pinturas de Vilella e Mulder. A escolha de reunir os dois permite observar como diferentes experiências com a pintura podem produzir imagens que oscilam entre o reconhecimento e o estranhamento, entre a presença do corpo e sua transformação. Mais do que estabelecer equivalências, a mostra propõe acompanhar essas aproximações e diferenças no espaço expositivo.
As trajetórias dos dois artistas também revelam diferentes momentos de consolidação de suas pesquisas. Andy Vilella participou recentemente de uma exposição no Museu de Arte Contemporânea, em Salvador, que resultou na incorporação de sua obra à coleção permanente da instituição. Gerben Mulder, por sua vez, já apresentou seu trabalho no Rio de Janeiro em diferentes contextos: em 2024, dividiu as salas da Carpintaria com Iberê Camargo, em mostra com curadoria de Luiz Zerbini, Paulo Azeco e Tiago Mesquita, e, no mesmo ano, teve sua produção reunida em O burro cansou, na NONADA ZN, com curadoria de Luiz Zerbini e Paulo Azeco. Em Demons in Fragile Bodies, os dois artistas se encontram agora em uma exposição dedicada ao diálogo entre suas produções.
Apresentada pela primeira vez no Tropigalpão, ocupando o primeiro e o segundo andares do espaço, Demons in Fragile Bodies marca uma nova ação da NND | AZECO, que amplia sua atuação no Rio de Janeiro e cria, a partir de diferentes espaços e circuitos, novas possibilidades para a apresentação de seu programa artístico.
Serviço
Demons in Fragile Bodies
Artistas: Andy Vilella e Gerben Mulder
Curadoria: Victor Gorgulho
Realização: NND | AZECO
Abertura: quinta-feira, 13 de agosto de 2026, às 17h
Período: 14 de agosto a 10 de setembro de 2026
Local: Tropigalpão
Endereço: R. Benjamin Constant, 118, Glória, Rio de Janeiro – 1º e 2º andares
Visitação: quarta a sábado, das 12h às 18h
Contato NND | AZECO: contato@nonada-azeco.com | @nnd-azeco
Imprensa: Silvia Balady | (11) 99117-7324 | silvia@balady.com.br
Gerben Mulder (Amsterdã, Holanda, 1972)
Artista autodidata, Gerben Mulder constrói uma pintura de atmosfera onírica e inquietante, em que flores, animais e figuras humanas aparecem em cenas fragmentárias e naturezas-mortas. Seus personagens transitam entre rostos adultos e corpos infantis, entre inocência e perversidade, enquanto paletas sombrias e gestos turbulentos conferem às imagens uma dimensão ambígua. O artista combina o caráter lúgubre de suas pinturas a um humor sarcástico, perceptível nos sorrisos tortos e nos títulos irônicos de parte de sua produção.
Andy Vilella (Rio de Janeiro, 1994)
Andy Vilella tem a pintura como eixo de sua produção, desenvolvendo uma pesquisa marcada pela experimentação material e pela relação corporal com a superfície da obra. Acrílica, stencil, bastão oleoso, spray e fogo integram seu repertório de procedimentos, em uma prática que articula gesto, matéria e questões relacionadas à construção de gênero. Sua pintura transita entre o figurativo e o abstrato e privilegia o processo, a experimentação e a construção de uma linguagem própria.



